Goiânia pode antecipar vacinação contra gripe

As vacinas para a campanha de imunização contra a gripe devem chegar a Goiás nesta sexta-feira (9), de acordo com previsão do Ministério da Saúde (MS). Se isso se confirmar, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) poderá antecipar o início do processo, previsto para começar em 30 de abril, para a segunda quinzena deste mês. O término da vacinação está marcado para 20 de maio. Os números atualizados ontem pela SMS não apresentaram alteração em relação a semana anterior. Em Goiânia, aconteceram dois casos de H1N1 e um senhor de 72 anos, que não havia sido imunizado, faleceu.

Goiânia vai receber 333 mil doses, 5 mil a mais que no ano passado, quando 94% do público alvo foi alcançado. Na primeira etapa serão aproximadamente 150 mil doses entregues pelo MS. As demais serão encaminhadas de acordo com o andamento da campanha. As doses são destinadas aos chamados grupos prioritários que inclui crianças menores de 5 anos de idade, idosos, trabalhadores em saúde, gestantes e portadores de doenças crônicas como insuficiência cardíaca, hipertensão arterial pulmonar, asma, diabetes, quem fez transplante de medula óssea, quimioterapia ou radioterapia recentemente.

O MS divulgou que o envio das vacinas para todo o Brasil foi iniciado em 1º de abril. Até o dia 15 de abril os estados receberão 48% do total a ser distribuído, dividido em três remessas. As vacinas serão entregues às secretarias estaduais que fazem a distribuição aos municípios.

De acordo com a chefe da divisão de imunização da SMS, Grécia Pessoni, a secretaria ainda tem 1,2 mil doses da versão 2015 da vacina antigripal, que podem atender principalmente as gestantes. “A vacina de 2016 não teve atualização do H1N1, só para os tipos de gripe H3N2 e Influenza B. É vantajoso que a gestante tome vacina de 2015 até que a próxima chegue, e 30 dias depois tome a nova”, recomenda.

Normal

A diretora de Vigilância em Saúde Epidemiológica da SMS, Flúvia Amorim, informa que a pasta já promoveu esse ano duas capacitações para os profissionais de saúde sobre H1N1. A diretora conta que, embora já tenha havido uma morte na Capital por causa do vírus, ainda não foi verificado, “até o momento”, aumento da procura por atendimento por causa de gripe. “O que mais nos chama a atenção são casos de dengue e zika, ainda não tivemos aumento de influenza até a semana passada”, afirma.

Flúvia recomenda que as pessoas evitem ambientes com aglomerações e lavem as mãos, principalmente quando tocar em corrimões, telefones, maçanetas, pois o vírus sobrevive até 72 horas nestes objetos. Além disso, o hábito contribui para a saúde de modo geral. “Em 2009, quando tivemos a pandemia de gripe, todas as doenças transmitidas ‘pessoa a pessoa’ diminuíram. As pessoas lavavam mais as mãos”, lembra.

Na rede particular de vacinação a procura tem se mantido grande. Em um dos locais que tem capacidade de vacinação para até 800 pessoas por dia as senhas acabaram antes das 9 horas da manhã. O valor é de R$ 130.
Fonte: O Hoje

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